iFood20 de maio de 2026 · 4 min de leitura

Taxa do iFood em 2026: quanto realmente fica pro restaurante depois de tudo?

iFood cobra 12% a 23% por pedido. Mas o que pesa mesmo é o que aparece no seu repasse — não no contrato. Calculamos um pedido real e mostramos onde o dinheiro some.

A conta que todo dono de restaurante deveria fazer toda semana

Quando você fecha um mês no iFood, a primeira coisa que aparece no relatório é o faturamento bruto. Bonito. Mas esse número nunca é o que cai na sua conta.

Entre o ticket de R$ 80,00 do cliente e os reais que entram no seu banco, tem uma fila de descontos: comissão por pedido, taxa de serviço, promoção patrocinada, entrega por conta da loja, e — pra fechar — o repasse cai cortado por desconto de chargeback de 60 dias atrás que você nem lembrava.

Exemplo de um pedido R$ 80,00

ItemValor
Pedido brutoR$ 80,00
Comissão iFood (18%)-R$ 14,40
Taxa de entrega (rateada, ~R$ 4)-R$ 4,00
Promoção "Frete grátis" (loja arcou)-R$ 9,90
Antecipação de recebível-R$ 1,80
Líquido no repasseR$ 49,90

O restaurante achou que faturou R$ 80. Recebeu R$ 49,90. 38% do ticket sumiu antes do CMV.

Por que ninguém vê isso

Porque a maior parte dos donos olha o faturamento iFood no painel do iFood, e o lucro numa planilha que mistura PJ com PF. As duas fontes nunca batem. Resultado: o dono "sabe" que ganhou X, mas o saldo no fim do mês conta uma história diferente.

O PlugContas resolve isso importando os eventos financeiros diretos da API do iFood e separando bruto, descontos e líquido por dia.

O que fazer hoje

  1. Pega o relatório de repasses da semana passada
  2. Compara com o faturamento bruto do mesmo período
  3. Calcula a taxa efetiva = 1 - (líquido / bruto)
  4. Se passar de 25%, você está pagando uma "comissão real" maior do que o contrato diz

A diferença entre 18% nominal e 30% efetivo é o que separa restaurante que cresce de restaurante que fecha em 18 meses.