Taxa do iFood em 2026: quanto realmente fica pro restaurante depois de tudo?
iFood cobra 12% a 23% por pedido. Mas o que pesa mesmo é o que aparece no seu repasse — não no contrato. Calculamos um pedido real e mostramos onde o dinheiro some.
A conta que todo dono de restaurante deveria fazer toda semana
Quando você fecha um mês no iFood, a primeira coisa que aparece no relatório é o faturamento bruto. Bonito. Mas esse número nunca é o que cai na sua conta.
Entre o ticket de R$ 80,00 do cliente e os reais que entram no seu banco, tem uma fila de descontos: comissão por pedido, taxa de serviço, promoção patrocinada, entrega por conta da loja, e — pra fechar — o repasse cai cortado por desconto de chargeback de 60 dias atrás que você nem lembrava.
Exemplo de um pedido R$ 80,00
| Item | Valor |
|---|---|
| Pedido bruto | R$ 80,00 |
| Comissão iFood (18%) | -R$ 14,40 |
| Taxa de entrega (rateada, ~R$ 4) | -R$ 4,00 |
| Promoção "Frete grátis" (loja arcou) | -R$ 9,90 |
| Antecipação de recebível | -R$ 1,80 |
| Líquido no repasse | R$ 49,90 |
O restaurante achou que faturou R$ 80. Recebeu R$ 49,90. 38% do ticket sumiu antes do CMV.
Por que ninguém vê isso
Porque a maior parte dos donos olha o faturamento iFood no painel do iFood, e o lucro numa planilha que mistura PJ com PF. As duas fontes nunca batem. Resultado: o dono "sabe" que ganhou X, mas o saldo no fim do mês conta uma história diferente.
O PlugContas resolve isso importando os eventos financeiros diretos da API do iFood e separando bruto, descontos e líquido por dia.
O que fazer hoje
- Pega o relatório de repasses da semana passada
- Compara com o faturamento bruto do mesmo período
- Calcula a taxa efetiva = 1 - (líquido / bruto)
- Se passar de 25%, você está pagando uma "comissão real" maior do que o contrato diz
A diferença entre 18% nominal e 30% efetivo é o que separa restaurante que cresce de restaurante que fecha em 18 meses.