iFood15 de julho de 2026 · 4 min de leitura

Quanto o iFood fica de cada venda? Abrimos os números de um restaurante real

Fechamento real de uma quinzena: comissão, taxa de pagamento, logística, antecipação e as promoções que a loja bancou. Spoiler: 20,9% da venda não chegou — e tem linha no extrato que engana pros dois lados.

Quanto o iFood fica de cada venda? Abrimos os números de um restaurante real

Todo dono de restaurante que opera no iFood já fez essa conta de cabeça. Quase sempre errado.

Não por burrice — por design. O desconto do iFood não é um número: é uma fila de descontos com nomes diferentes, espalhados entre o painel, o e-mail de repasse e o extrato do banco. Comissão é uma linha. Taxa de pagamento é outra. Logística é outra. Promoção que você bancou se mistura com promoção que o iFood bancou. E aí alguém te pergunta "quanto o iFood te come?" e você responde a taxa do contrato — que não é, nem de longe, o número real.

A gente resolveu abrir um fechamento de verdade. Restaurante de médio porte, primeira quinzena de julho de 2026, números do extrato financeiro oficial do iFood — não estimativa, não "cerca de". Centavo por centavo.

A anatomia da quinzena

Vendeu R$ 3.184,80 no período (R$ 2.873,80 em produtos + R$ 311,00 de entrega). Do outro lado da mesa, o iFood registrou:

O queQuanto
Comissão sobre pedidosR$ 343,69
Taxa de pagamento onlineR$ 77,82
Comissão de retirada (balcão)R$ 18,16
Logística — entregas feitas pelo iFoodR$ 34,99
Taxa de antecipação (plano D+7)R$ 22,24
Promoções e frete que a loja bancouR$ 169,93
Total que não chegouR$ 666,83

20,9% de tudo que vendeu. E esse restaurante tem taxa de contrato "normal" — não é caso extremo.

Teve também R$ 244,21 de cupom que o iFood bancou. Esse não custou um centavo pra loja — o cliente pagou menos, o iFood repôs a diferença no repasse. Mas no meio de dezenas de linhas de extrato, você precisa saber separar o cupom deles do seu, senão superestima (ou subestima) seu próprio custo de promoção.

A linha que engana todo mundo

No extrato aparece ainda a "taxa de serviço" — que o cliente paga, o iFood recolhe, e passa direto. Efeito zero no seu repasse. Já vimos dono somando essa linha como custo próprio e "descobrindo" uma taxa 2 pontos maior do que a real. O contrário também acontece: gente que ignora linhas que são custo de verdade porque o nome é técnico demais.

E tem a pegadinha do repasse

Semana passada, conferindo o fechamento de um ciclo, encontramos um repasse que parecia R$ 693,96 maior do que o real. O motivo: um saldo compensado que aparecia duas vezes no arquivo de fechamento — quem soma o total de cabeça, erra pra cima. Quem confere só "caiu ou não caiu na conta", erra pra baixo, porque nem sabe quanto deveria cair.

Moral: o número certo só aparece pra quem confere evento por evento. E ninguém — sinceramente, ninguém — faz isso na mão toda semana com o restaurante aberto.

Como saber o SEU número

Dá pra fazer na unha: baixar o extrato financeiro da semana, classificar cada linha por natureza (comissão, pagamento, logística, promoção sua, promoção deles, antecipação), somar cada grupo e dividir pela venda. Umas duas horas por semana, se você já souber o que cada nome significa.

Ou dá pra conectar o restaurante no PlugContas: ele liga direto na API do iFood, classifica cada evento sozinho e te mostra o Raio X — quanto vendeu, quanto o iFood ficou, quanto você bancou de promoção e quando cada repasse cai na conta, conciliado com seu extrato bancário. A taxa real da sua operação, sem achismo.

Ver o Raio X do iFood no PlugContas →

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